Maximus Festival – Considerações finais

O primeiro e maior festival de rock aconteceu no dia 7 de setembro de 2016, mostrando que merece voltar com tudo novamente!

Um dia longo, um dia que merece ser vivido novamente. Maximus Festival mostrou que tem competência para voltar com tudo e mostrar que será um grande festival como foi nesse feriado. 

Organização

A organização já começa na entrada, um fila gigantesca, mas com a capacidade de fazer andar. O autódromo tinha várias entradas e isso não fez com que ninguém perdesse nenhum show. Antes de entrar no autódromo, você tinha que deixar coisas que eram proibidas no evento. Tivemos que deixar uma garrafa de água, era uma garrafa comum de plástico, mas era proibido entrar. Levamos salgados, bolachas e isso era permitido, desde que fosse totalmente lacrado. Frutas, somente cortadas.

Depois disso, tinha as divisões das revistas, como todo show, mulher revista mulher e homem revista homem. Logo após a revista, tinha a verificação das pulseiras, se estivesse ativada corretamente, o acesso era liberado. Não tivemos problema algum em relação à nada. Um lugar extremamente gigante, com capacidade de suportar milhares de pessoas. O mapa que constava no site oficial, possibilitou saber onde estava exatamente as coisas.

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Sistema Cashless

O Maximus é Cashless. Isto significa que todos os pontos de venda de alimentos, bebidas e produtos oficiais aceitarão apenas as Metals, moeda oficial do Maximus, como forma de pagamento.

Além de ingresso, a pulseira Maximus funcionou como um cartão de débito. Ela dava acesso à conta no site Cashless Maximus, foi utilizada para pagamento dos itens no festival através da aproximação do chip da sua Pulseira nos leitores RFID localizados em cada ponto de venda. Isso foi o que mais me encantou no evento, apesar dos Metals serem mais caro que o preço do dólar, conseguimos colocar um valor bom e que atendeu as nossas necessidades durante o evento. Como compramos alguns salgados e almoçamos fora do autódromo, gastamos 90 reais no evento e pudemos nos alimentar bem e beber a quantidade de líquido necessário para se manter hidratado. Como não estava calor, eu  e o meu marido conseguimos nos manter bem em relação aos líquidos e não precisamos gastar muito com isso. 

As compras com o sistema cashless facilitaram demais e você não via filas nos pontos de vendas. Em menos de um minuto você comprava o que precisava, pagava e aguardava pouco tempo e já tinha tudo na mão. O comprovante da compra chegava através do email da pulseira cadastrada, no caso, usamos somente a pulseira do meu marido. Se você não consumisse todos os metals, você era reembolsado. Os organizadores do evento sugeriam você pagar no cartão de crédito para que o reembolso pudesse ser feito.

Banheiros

A única coisa que não me agradou. Banheiros químicos são comuns em grandes festivais e esse não poderia ser diferente. Frequentei 3 vezes os banheiros e não gostei nada do povo em relação à limpeza. As pessoas infelizmente precisam aprender a tratar com mais respeito esses lugares. É óbvio que não vai ser tudo maravilhoso como o banheiro da minha casa, mas o povo precisa aprender a ser organizado e a preservar mais o lugar onde muitas pessoas vão utilizar. Se todo mundo colaborar, teremos um lugar apropriado para as nossas necessidades.

Shows

Os shows eram organizados quase um atrás do outro, enquanto uma banda tocava, o outro palco já preparava tudo para que a outra banda pudesse tocar.

Os shows que acompanhei foram: Steve’n’Seagulls, Hollywood Undead, Shinedown. Bullet For My Valentine, Disturbed, Marilyn Manson, Rammstein.

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Steve’n’Seagulls

Eu nunca vi um show tão animado igual do Steve’n’Seagulls. Além de todo humor, os caras tocam demais! Eles fazem covers de músicas famosas, semelhantes ao grupo 2Cellos. A banda é conhecida por adotar o estilo caipira americano, fazendo versões bluegrass e hillbilly de clássicos do metal e hard rock. Além de terem feito um show incrível, eles ainda foram dar uma volta no fim do show. Foi aí que me encontrei com o vocalista Remmel, o baterista Puikkonen e o posteriormente Pukki, que toca violoncelo. Eles são maravilhosos, atenciosos com todos que pararam eles e se você chamar eles para tomarem um café, eles vão! Foi um show incrível e com certeza, irei ver eles novamente quando vierem para cá.

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Foto por Carol Pinheiro

Hollywood Undead

Eu não acompanhei eles de pertinho lá no palco Maximus, porque eu estava aguardando o show do Shinedown, mas percebi o quanto o som dos caras é bom. Eles lembram um pouco o Linkin Park. Eles tem um estilo de rap-rock, um som muito bom mesmo. Vale a pena conferir as músicas deles no Google Play Música.

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Shinedown

A minha banda preferida finalmente entrou no palco, mas com isso vieram problemas. O microfone do Brent não estava alto o suficiente e isso fez com que a banda tocasse apenas 4 músicas. O problema já foi enfrentado enquanto estava tudo sendo montado no palco, tivemos um atraso de 20 minutos, como era um show curto, infelizmente não podemos sentir a performance da banda o suficiente. Eles colocaram uma nota na página oficial pedindo desculpas pelo ocorrido e falando que não será a última vez deles aqui. Mesmo isso acontecendo, os fãs não deixaram de cantar com eles. Brent desceu até a plateia, mostrando o quanto são humildes e trazendo um pouco de alegria para os fãs. No final do show, meu marido conseguiu pegar uma palheta deles, uma pequena lembrança desse dia. Eu fiquei muito feliz em ver eles, apesar de todos os problemas. Agora é aguardar a volta deles para o Brasil. 🙂

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Bullet For My Valentine

Conheço o Bullet há tempos. Eles mostraram uma grande performance no palco, fiquei tão encantada com o show, que por mim não precisava acabar. Com uma voz incrível do vocalista Matthew Tuck me deixou encantada. Além de estar totalmente diferente, esses músicos estão cada vez mais bonitos e bem vestidos. Um show que vale a pena conferir de perto, pois todos são incríveis profissionais e tocam demais!

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Disturbed

Antes do show, pude ver de pertinho o David Draiman, ele estava andando com os seguranças enormes dele e com touca e óculos. Apesar desse “disfarce”, eu o reconheci, só que ao me aproximar dele, os seguranças logo falaram que eu não poderia me aproximar dele e entraram no portão que eu não tinha acesso. Fiquei impressionada com o tamanho daquele cara, eu era maior que ele, haha. Depois que tudo ficou pronto, Disturbed subiu no palco e mostrou o quanto são incríveis. A voz do David é uma coisa de louco, sério, impressionante ouvir ao vivo. Ele tocou bastante música que eu conhecia (eu não conheço todas) e tocou Sound Of Silence, com a participação de pessoas com violino, coisas que não vemos em muitos shows de rock. Não temos o que falar sobre a banda, só sentimos mesmo.

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Marilyn Manson

Eu estou falando que esses caras estão cada vez mais diferentes e “maduros”. Marilyn Manson mostrou o quanto evoluiu e está com um estilo mais moderno e “normal”. Seu show foi acompanhado de longe por nós, mas deu para ver bem nos telões, o quanto o cara é foda. Apesar de não curtir muito o estilo de música que ele canta, eu tenho que parabenizar pela performance que ele deu no dia 7. Um cara maduro, com uma voz incrível e com um jeitão único. Foi um grande show, merece todo respeito!

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Rammstein

O grande show e mais esperado por todos atingiu todas as expectativas do público. Com muito fogo rolando, Rammstein fez um show incrível e mostrou que tem potencial para fazer loucuras. Eu também não conhecia as músicas desse grupo alemão, mas meu marido sim. Ficamos até o final do show para ver o quanto os caras são fodas. Teve colete de bomba, teve fogos indo no meio da plateia e voltando para o palco, teve roupa brilhante do tecladista, teve de tudo que envolvia fogo. Um show incrível e que também merece tanto respeito quanto o Marilyn. 

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O fim do festival

Sem muvuca, sem empurra-empurra, conseguimos sair tranquilamente do evento. Vemos o quanto esse pessoal que curte rock é de boa, praticantes do “deboísmo”. Muita organização e serviços excelentes fizeram o Maximus um grande festival! 

Até dia 20/05/17!

Todas as fotografias são pessoal do Estúdio Gaveta.

 

3 Comments

  1. birovisky 20 de setembro de 2016

    Excelente reZenha. Parabéns. Queria ter ido ver o Rammstein e conferir as novas do Marylin, todo mundo falando bem. Parabéns. Você tirou foto com Quentin Tarantino?

    REZENHANDO A Cultura POP de A a Z! – rezenhando.wordpress.com

    Responder

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